quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Na berlinda

O futebol do Somália está igual ao seu sequestro no início do ano: uma mentira. Herrera só demonstra raça. Aliás, fazer mais faltas que um zagueiro durante um jogo não é raça.

Cajá fica naquele acende-e-apaga. A defesa, antes soberana nas bolas aéreas, parece uma peneira. Jefferson nos salva todo dia, mas goleiro trabalhar além da conta é mau sinal.

Culpa do treinador? Bom, é Joel quem escala, treina (ou deveria treinar) o grupo todos os dias, conhece quem está bem ou mal.

Insistir no erro é burrice, como diz o ditado. Insistir em entrar com 3 zagueiros todo jogo, teimar que Somália é lateral-esquerdo (o gol do River foi nas costas dele, só pra constar), tirar a braçadeira de capitão do Loco (alguém entendeu?), isso não basta?

Pra mim, sim. Chega de Joel, chega de "eu sou a lenda". Vamos dar um basta na postura covarde com que temos visto nosso Botafogo entrar em campo. Claro, agradecidos por nos tirar da fila no Carioca e tal, mas convenhamos...

Contentar-se com UM estadual não me parece correto.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Questão de honra



Desde que me conheço por gente, sei qual é meu maior rival no futebol.

Não tenho dados sobre o número de clássicos que assisti, mas destes, há um ligeiro desfavor para o Botafogo, acho. Todas nossas vitórias foram especialmente deliciosas, na mesma proporção da dor das derrotas.

E dos empates também. Sim, nos últimos tempos, eles que saíram comemorando uma igualdade no placar. Coisa totalmente aceitável, pra quem, na maioria das vezes, tinha equipes inferiores, mas a sorte no colo. E lógico, pra quem pensa pequeno.

A turma do vermelho-e-preto (argh) já começou a falação, como se tivessem conquistado o mundo. Fazer o quê. Foram décadas de humilhação nos pés de Heleno, Nilton Santos, Garrincha, Jairzinho... Deixa os bichinhos festejarem.

Festejem também a "sabedoria" da "Lenda do Rio". Ovacionem o cara que sacou uma das nossas principais armas ofensivas na primeira etapa, deixando em campo seu "filho" Somália. Amanhã, o cumprimentem nas ruas por onde ele andar, pela escolha brilhante dos batedores de pênaltis. Joel vive se gabando de ser decisivo, e foi.

Mas deixa estar. Poderia vir aqui e vociferar contra A ou B, exigir isso ou aquilo... Agora não. Quarta-feira, estreamos numa competição realmente importante.

(Tá, vencer o carioca e tripudiar sobre nossos queridos rivais é espetacular, torço para que sejamos bicampeões, mas pensa comigo: das quatro competições que disputaremos em 2011, a única que não nos leva à Libertadores é o Estadual. Você quer ser o melhor do Rio ou ter a chance de ganhar a América?)

O título dessa crônica fala sobre isso. Vencer, digo, eliminar o simpático River Plate-SE no primeiro jogo é mais que nossa obrigação. Vale a honra.

P.S.: é contigo, Tony!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Acima de qualquer suspeita

Há sempre duas maneiras de se analisar uma situação equilibrada. Certamente, você conhece a história do copo "meio cheio" ou "meio vazio".

O Botafoguense possui, na sua essência, uma característica melancólica, pessimista. Por ser dotada de inteligência privilegiada, nossa torcida é bastante crítica, e às vezes se esquece de exercer sua "função": torcer.

Escrevo isso porque, depois de amanhã, tem o clássico contra o time da lagoa. 2010 veio para quebrar todos os estigmas relativos a enfrentar nosso maior rival. Mesmo assim, há resquícios dos anos de insucessos e arbitragens desastrosas.

Soma-se a desconfiança com o nosso próprio time, resultado de atuações ruins contra os macaés da vida. As vitórias pouco convincentes, o jogo feio e previsível, a teimosia do professor, tudo isso é um prato cheio para desacreditar.

Tá, chega. Tudo que foi escrito até agora serve apenas de exemplo. A quem pensa assim, eu só lamento. Dizem que é melhor se surpreender do que se frustrar. Mas isso não me é motivo para deixar de ter fé.

Eu sou Alvinegro, e crer no improvável é minha especialidade. Que dirá então crer no que é provável! Vencer os rubro-pretos não é tabu, o que pertence ao passado, no passado está. Medo do juiz, ou daquela bola vadia no último lance? Não tenho.

Prefiro confiar na segurança do melhor goleiro do Brasil. No poder de decisão do "ataque Mercosul". No pé esquerdo cada dia mais calibrado de Renato, o nosso Renato, o verdadeiro R10. Na força que emanará da metade mais linda do Engenhão.

Acima de qualquer suspeita, o Botafogo chega forte para a decisão do próximo domingo. Ao adversário, concedemos o respeito, não o temor. Eles estão confiantes? Nós também.

Porque quando o manto Alvinegro adentra ao campo inflamado de superação, bravura e determinação, não há nada capaz de brilhar mais forte do que nossa Estrela.

Saudações Alvinegras!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Inimigo íntimo


O Botafogo é o time da imprevisibilidade. Para o bem e para o mal.

Quando as atuações de baixo nível sugeriam uma derrota no clássico para a turma das multicores, eis que todos nós assistimos a uma vitória exfusiante e contundente. O primeiro lugar no nosso grupo era questão de formalidade: bater o pequeno macaé.

Mas eis que tudo volta "à normalidade". Sem o componente emocional de enfrentar um rival, o futebol fraco, previsível e excessivamente cauteloso apareceu de novo. Loco Abreu alertou sobre isso após a primeira partida oficial do ano. Nada mudou.

Muito por culpa do orgulho de Joel. Sim, dentro de si, ele sabe que todas as palavras de Abreu são verdade. Só que mudar tudo poderia parecer submissão ao jogador. E Joel chama seus jogadores de filhos, passa a mão na cabeça, mas não gosta que eles sejam "rebeldes". Papai é mandão.

Por causa disso, deixamos de enfrentar o valente boavista nas semifinais da Taça Guanabara. Se bem, amigos, que o Glorioso jogou bem apenas no duelo de cachorros grandes. Não me surpreenderia se fôssemos protagonistas de um vexame. Enfim, nosso concorrente do próximo domingo será um velho conhecido.

"Flamengo, você por aqui de novo?"

Na década passada, esse foi o clássico que mais se repetiu no Rio de Janeiro. A vantagem é deles. O último título é nosso. Eles têm os holofotes, assim como foi em 2010. O Botafogo tem a tal da imprevisibilidade como amiga. E um tal de Natalino. Que é bom nesse negócio de estadual.

Análise imparcial não é comigo. Há pessoas melhores que eu nesse quesito. Nem perco tempo fazendo análises. Na hora do "vamo ver", meu coração só diz uma palavra: BOTAFOGO

Saudações Alvinegras!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sobre meninos e loucos

Genial, irresponsável, sagaz, displicente. Ou simplesmente louco.

Definições não faltam para a atitude de Sebástian Abreu, no último domingo. Sua última cavadinha havia sido nas quartas-de-final da Copa do Mundo. Ocasião infinitamente mais importante do que disputar o primeiro lugar do grupo B da Taça Guanabara...

De todas as modalidades de batidas de pênalti, a inventada por Panenka é "oito ou oitenta". Neymar falhou, todos cobraram. Melhor, fuzilaram o garoto com críticas. Como se fosse réu de um tribunal que não permite "gracinhas" no futebol. O camisa 13 alvinegro provavelmente passaria pela mesma situação. Mas teve a chance de tentar de novo. De fazer o gol "do jeito certo".

Mas ele não cansa de provar que tem cojones. Eu esperava uma repetição, e creio que vários Botafoguenses tiveram o mesmo feeling. A grande maioria assistiu, embasbacada, a pelota beijar mansamente a rede do Engenhão. Essa mesma maioria, com desdém, classifica a atitude de Abreu como loucura, exibicionismo, marra. Pobres criaturas que se esqueceram da essência desse jogo. Como disse brilhantemente Valdomiro Neto, na página 3 do Lance! de hoje, quarta-feira: "Ave, Loco Abreu! Tu és o sopro de sandice necessária nesse nosso futebolzinho tão cheio de melindres e corretices políticas.(...)"

Sebástian já tem 34 anos, é pai de família. Está a um gol de se tornar o maior artilheiro da História do Uruguai. Imagino a raiva que deve ter sentido quando o jovem repórter o questionou, ao fim do clássico, se ele não sentira medo de perder a segunda penalidade. Porém, com sua costumeira lucidez, respondeu que, se tivesse medo, não sairia de casa. Louco, só quem ainda acha que ele é.

Por motivos que transcendem as batidas de penal, El Loco já é parte da história do Botafogo. Pelo que faz no campo e também fora dele.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Teimosia e esperança

Atualmente, o campeonato estadual não agrega valor a um clube grande. É apenas um pré-aquecimento para a Libertadores/Copa do Brasil e Brasileirão, posteriormente. Se vence uma equipe pequena, não fez mais que a obrigação. Se empata ou perde, "crise".

Depois de três partidas, quero fazer algumas considerações sobre o Botafogo. Como previsto, o time de 2011 parece um remake daquele do ano passado. Não importa o adversário ou o terreno de jogo, a proposta é sempre a mesma.

Joel usa os resultados obtidos para justificar sua predileção em repetir o 3-5-2 sistematicamente. Há pouco tempo atrás, Dunga se apoiava na mesma muleta, enquanto no comando da Seleção. Deu no que deu. O senhor "Eu sou a Lenda" precisa deixar a marra de lado e parar de contar com a sorte. Uma hora, ela falha.

Minha esperança de melhorias está no novo material humano que chegou. Os setores mais carentes foram bem abastecidos. Agora resta esperar. Natalino sabe que a mudança é inevitável. Sabe que estar contra a vontade da torcida é um jogo de um só perdedor - ele mesmo.


Aviso aos concorrentes: vamos dar trabalho! Mesmo com todos os "poréns", dá para perceber uma evolução. As jogadas em velocidade pelas pontas devem ditar o ritmo do nosso jogo. A bola aérea continua forte. Jefferson mantém o alto nível debaixo das traves. Caio evoluiu nitidamente, e merece a vaga do Herrera no ataque.

A preparação para a temporada continua. O chamado "time ideal" só estará junto lá para abril, mas podemos ser campeões do carioquinha. Embora eu saiba [e você, irmão de camisa, também sabe] que podemos voar bem mais alto. Saudações Alvinegras!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Botafogo acerta com Arévalo Ríos até 2013


Arévalo Ríos foi um dos destaques da seleção uruguaia na Copa do Mundo de 2010 (Foto: Reuters)

O volante Arévalo Ríos, destaque na Copa do Mundo da África do Sul de 2010, é o mais novo reforço do Botafogo para 2011. Rápida no gatilho, a diretoria alvinegra se organizou e já arrumou um substituto para Leandro Guerreiro, que esta semana acertou sua saída para o Cruzeiro. Arévalo encontra-se Uruguai e vai desembarcar no Rio de Janeiro durante as próximas horas. Um voo está marcado para a noite deste sábado.

O empresário do uruguaio, Jorge Chijane, que viajou ao México para conseguir a liberação do Monterrey (MEX), clube no qual tinha contrato até junho deste ano, teve sucesso em seu objetivo e no fim desta semana sacramentou o negócio. O anúncio oficial do acerto está por alguns detalhes, como a realização de exames médicos.

A expectativa é que o volante resolva todas as pendências neste domingo, para que seja anunciado no Show Botafogo, evento de apresentação do elenco profissional alvinegro, que começa às 15h30.

Arévalo, que jogou a última temporada pelo Penãrol (URU) e foi um dos detaques da campanha que deu o quarto lugar da Copa do Mundo ao Uruguai, vai assinar contrato de três anos. Tudo está acertado entre Botafogo e o atleta, que não esconde o ânimo pelo novo desafio na carreira.

Alguns fatores ajuraram Arévalo a jogar no Botafogo. O jogador já havia demonstrado vontade em jogar ao lado de Loco Abreu, seu compatriota e companheiro de seleção, e o fato de Leandro Guerreiro ter deixado o time. Com a ida de Guerreiro para a Raposa, a folha salarial do Fogão abriu vaga para o "Pequeno Gigante', como é apelidado no Uruguai, que receberá um salário semelhante ao de Guerreiro: cerca de R$ 120 mil mensalmente.

O jogador, que foi campeão nacional com o Penãrol na temporada passada, é o sexto reforço para a temporada de 2011 do clube, que já tem como caras novas o zagueiro João Filipe, os laterais Lucas e Marcio Azevedo, o volante Rodrigo Mancha e o apoiador Fabrício.

Veja a ficha do mais novo reforço do Fogão:

Nome: Egidio Raúl Arévalo Ríos
Data de nascimento: 01/01/1982 - 29 anos
Naturalidade: Paysandú (Uruguai)
Altura: 1,68m
Peso: 68kg
Carreira: Paysandú Bella Vista-URU (1999-2001), Bella Vista-URU (2002-2006), Peñarol (2006-2007), Monterrey-MEX (2007-2008), Danúbio-URU (2008), San Luis-MEX (2009-2010), Peñarol (2010)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sou contra os estaduais!

Título auto-explicativo...

Sempre que eu ouço algum jogador, treinador ou dirigente reclamando do calendário brasileiro, me vem à cabeça escrever este post.

Os campeonatos estaduais já foram prioridade para os clubes. E não estou exagerando quando afirmo isto. Nem a Libertadores ficava acima das disputas locais.

[Se não me engano, após o Flamengo ser campeão em 1981 (quando fez da Liberta sua prioridade no ano), os outros seguiram o exemplo.]

De uns tempos pra cá, uma corrente começou a ganhar força. "No Brasil, se joga muitas vezes, e se descansa pouco. O calendário está inchado, prejudica os atletas e prejudica o espetáculo!".

Ah é?

Mas de quem é a culpa por esse "desgaste"? Quem organiza o calendário? Quem está lá para assinar os contratos e concordar com toda essa quantidade de partidas por temporada?

Pois bem, eu não vejo mais motivo para os grandes clubes participarem desses torneios.

Podia-se começar o ano futebolístico mais tarde (eliminando assim o excesso de jogos durante a semana), pausar os campeonatos quando houvesse datas FIFA, pra não desfalcar ninguém, estender as férias da boleirada...

Há desvantagens? Sim, sempre há. Para os clubes pequenos de cada Estado, que esperam ansiosamente a visita de um Corinthians ou um Vasco, para aumentar a arrecadação com bilheterias e transmissões de TV; para a própria TV, que precisaria encontrar formas de preencher sua grade de programação; para os clubes grandes, que também perdem receita e a chance de pegar alguns milhões com um título estadual.

Sem dúvida, muita gente sairia perdendo, mas valeria o sacrifício, já que as equipes grandes teriam uma melhor preparação e poderiam se dedicar mais a outras competições mais importantes, como Copa do Brasil e Libertadores.

Em outros países, considerados potências do futebol, não existem estaduais. Está certo que a realidade é outra, mas não custa nada uma adaptação. É hora dos clubes pensarem no que é melhor pra si e procurar alternativas de receitas, disputar campeonatos pra vender às emissoras pode custar caro.

Tá aberto o debate: você é a favor ou contra os estaduais?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Novo Botafogo [nem tão novo] para 2011

Vai começar 2011!

A frase parece estar meio fora de data, mas não, não está. O ano nunca começa, de fato, dia primeiro de janeiro. Para alguns, as festas emendam até o carnaval, e a volta ao batente só se dá decorridos algumas dezenas de dias... Enfim, para o futebol brasileiro, 2011 começa nesta semana, com a reapresentação dos principais clubes.

O Botafogo volta aos treinamentos amanhã. Queria eu poder escrever sobre alguma contratação impactante, que fosse notícia principal em sites de esportes (como a de Ronaldinho Gaúcho pelo time da beira da lagoa, ou pelo grêmio, ou pelo palmeiras, ou pelo E.C. Iguaçu, que loucura!), mas até agora, apenas especulações, novelas (de má qualidade, diga-se de passagem) e contratações baseadas na política do "bom e barato".

Segue abaixo a lista dos jogadores que compõem (oficialmente) o grupo Alvinegro até agora:

  • Jefferson, Renan, Luis Guilherme** e Milton* (goleiros);
  • Alessandro, Lucas, Guilherme e Márcio Azevedo (laterais);
  • Antonio Carlos, Fábio Ferreira***, Márcio Rosário, João Filipe e Lucas Zen (zagueiros);
  • Marcelo Mattos, Leandro Guerreiro, Fahel, Somália e Araruama (volantes);
  • Maicosuel***, Renato e Bruno Tiago (meias);
  • Loco Abreu, Herrera, Caio, Alex e William** (atacantes).



*servindo à Seleção;
**fazendo testes em clubes europeus;
***recuperando-se de lesões.

A grande cobrança feita sobre Joel Santana é na questão da falta de ousadia, na armação tática do time e na prática, dentro dos jogos. Com um elenco farto nas posições ofensivas, se torna mais fácil essa mudança de paradigmas.

Porém, no começo deste trabalho, pelo visto, teremos mais do mesmo.


Football Fans Know Better

O Botafogo da estreia no Carioca, caso não haja surpresas ou novas contratações e/ou lesões, deve ser este. Com a cara do time de 2010.
Enfim, Maicosuel e Fábio Ferreira deverão voltar ao time em abril (março, pensando positivamente), Lucas parece ser boa aposta (te cuida, Alessandro!), e o Everton pode chegar por esses dias. Não é o jogador dos sonhos, mas vejam como pode ficar o Botafogo:


Football Fans Know Better



Passando ao "esquema da moda", o Botafogo ganharia muito em poder ofensivo. É possível também jogar num 4-4-2 em linha, com Caio passando à ponta-de-lança.

Deixando a parte tática, o que eu mais desejo ver nesse ano é um time guerreiro. [Brincadeira, sem clichês ou tricolices por aqui!] Gente, creio que com todos os problemas que tivemos no último Brasileiro, podíamos chegar mais longe. Esse pensamento não sai da minha cabeça, e é assim com vários Botafoguenses.

Tudo que eu não quero é me sentir assim ao final desta jornada. Pelo contrário, quero dizer "nos superamos", "conseguimos o que ninguém imaginava", "esse é o meu Botafogo!", "É CAMPEÃO!".

Que assim seja. Daqui de casa ou na "segunda casa", nosso (eu disse nosso, tá, rivais sem-teto?) Engenhão, estou contigo, Botafogo, pro que der e vier! Saudações Alvinegras!

domingo, 7 de novembro de 2010

Como se fosse a primeira vez

Texto publicado em 28/8/10 - ADAPTADO

Ela não se lembra de mim.


Por um problema de memória, toda vez que ela dorme, se esquece de tudo que eu fiz. No dia seguite, lá vou eu tentar reconquistá-la.

Não perco há oito jogos. Venci os últimos cinco. Deixei pra trás muitos que, antes do campeonato começar, diziam ser mais fortes que eu.

Mas já disse, a cada nascer do sol, todo meu esforço se torna inútil.

Eu, persistente, sobrevivente de muitas batalhas ao longo dos meus 106 anos, não desistirei. Você, minha linda, vale a pena.

Quarta-feira, lá no Castelão, te darei mais uma prova de que sou merecedor do teu amor, na esperança de que, um dia, você acorde e saiba que eu te amo.


*Nota: Venham cá, Alvinegros... Acabou? É isso? Eu enxergo, a loucura não me cegou (ainda). Sei de tudo que aconteceu e já foi dito. Mas amanhã, quando abrirem os jornais e sites esportivos, verão que nossas chances ainda não são zero. Claro, cada um é dono de si, e acredita no que der na telha. Só quero lembrar-lhes de uma coisa. Ao escolherem torcer para o Botafogo, como bem disse João Moreira Salles, vocês tomaram uma decisão madura pela contracorrente. E mais uma vez, a corrente está contra nós. Preferem entrar na onda? Vão fundo. Eu ficarei. E não estarei sozinho. Saudações Alvinegras.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sai do chão!


"Atenção, senhores passageiros, queiram tomar seus assentos, pois daremos início à nossa viagem. Esta aeronave destina-se ao Topo da Tabela do Campeonato Brasileiro, e tem duração prevista de sete meses."

Ainda não tive o prazer de voar. E penso que seja uma das melhores coisas da vida (menos para quem tem medo de altura...).

Há uma modalidade de voo que independe de asas ou condição financeira. Basta ter uma mente e sonhar. Antes de realizar qualquer coisa, primeiro, o ser humano sonha, deseja, idealiza, planeja.

Para que nossas ambições saiam do plano imaginário para o real, é necessário agir. Em um avião, equivale a encher o tanque de combustível, ligar as turbinas e decolar. Algo pode dar errado? Sim, já que não temos controle sobre todas as coisas. Porém, só há um meio de saber o que vai acontecer: tentando.

A chance do Botafogo não ser campeão brasileiro é bem maior do que a de um avião cair. E não caberá a alcunha de "tragédia" caso outro clube levante a taça no fim do ano.

Ah, as chances... São elas que, dependendo do tamanho, servem como impulso ou freio para nossa motivação. Se encarar o desconhecido já é tarefa difícil, só piora quando o êxito parece algo distante.

Mas existe outro sentimento, aliado à arte de sonhar: a . No jogo da vida, eis minha dupla de ataque. Não me guio pela voz das probabilidades. Apenas imagino, creio e tento. O "dar certo" eu deixo nas mãos de Deus.

Faltam cinco partidas. Trinta e um dias até o fim da viagem. Foram momentos de calmaria e tormenta. Jamais saímos da rota, embora cismem em dizer que não chegaremos.

"Há sempre a pequena chance
Do impossível rolar."
(Nando Reis - Sua impossível chance)

O céu é o lugar da Estrela! Saudações Alvinegras!

sábado, 30 de outubro de 2010

Leão Alvinegro

O rei Leônidas lutou.

Enquanto seus conterrâneos recuaram diante da derrota iminente, ele preferiu morrer gloriosamente.

Liderando trezentos espartanos, enfrentou um exército persa infinitamente mais numeroso. Perdeu. Mas perdeu de cabeça erguida, sem deixar de defender sua pátria.


Sebástian Abreu não é rei. Mesmo com suas qualidades e seu status de grande guerreiro, se coloca como mais um soldado da tropa Botafoguense. Ontem, junto a seus companheiros de batalha, e apoiado por um pequeno (porém valente) grupo de fiéis cidadãos Alvinegros, ele passou por situação semelhante à vivida pelo rei Leônidas.

O exército inimigo era maior. Bem maior. Além disso, o confronto se desenhou em terreno desconhecido, hostil. Condições suficientes para forçar uma rendição.

Menos para Sebástian.

Os soldados de defesa executaram à perfeição as ordens do general Joel. Obina, o guerreiro mais temido do inimigo, não foi capaz de superar nossa muralha.

Sun Tzu diz que "a invencibilidade está na defesa, a possibilidade de vitória, no ataque". Logo, era necessário ousar. E a ousadia teve nome: Edno. No tempo certo, ele chegou ao front. Ao lado de Sebástian, alcançou o que os 300 de Esparta não conseguiram: a vitória.

Mais uma batalha foi superada. Só restam seis. A próxima será em nossos domínios. Fácil? Nada pro Botafogo é fácil. Saudações Alvinegras!

*Leônidas I era conhecido como Leão de Esparta.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A arte da guerra


Sete batalhas. Uma guerra.

Não há espadas, canhões, fuzis ou armaduras. Mas há semelhanças entre os embates históricos e o futebol.

Confronto entre nações: ambas têm o preto e o branco em seus pavilhões. São adoradas por milhões de leais súditos. Passaram por grandes humilhações, mas se reergueram. E amanhã, se enfrentarão com objetivos opostos.

Duelo de generais: de um lado, Dorival - o destemido. Expulso da liderança de outra tropa por não abrir mão de suas convicções, agora está no comando de uma missão dita impossível. Do outro, Joel - o persistente. Ele já passou por grandes triunfos (e reveses) em sua vida. Sua capacidade é contestada, mas o próprio diz não se abalar com as vozes contrárias. Nem quando elas vêm do seu próprio povo.

Guerreiros: em todo exército, há os destaques. Guerreiros que, por suas qualidades na arte da guerra, são reconhecidos e respeitados. Jóbson, Réver, Diego Souza, Marcelo Mattos, Obina, Loco Abreu. Deles, vêm a esperança de seus povos na vitória.

Sete Lagoas. A batalha será em campo inimigo. As condições não parecem favoráveis. Diante de nós, haverá uma Tropa de Elite.

Só que eles não são imbatíveis. Nosso exército também é forte, qualificado, determinado, destemido. A glória é nosso destino. O sucesso está em nossas mãos.

Sun Tzu diz:

"Não adies o momento do combate, nem esperes que tuas armas se enferrujem e o fio de tuas espadas se embote. A vitória é o principal objetivo da guerra."
"A invencibilidade está na defesa. A possibilidade de vitória, no ataque."
"É por seu ímpeto que a água das torrentes corrói os rochedos."

Saudações Alvinegras! Rumo ao topo!


domingo, 24 de outubro de 2010

Uma nova esperança

CHEGA DE EMPATAR!

Já não havia mais paciência. Todas as desculpas chegavam a soar como ofensas a quem, um dia, acreditou no sonho de ser campeão.

Eu disse "um dia, acreditou"? Perdão, tempo errado.

EU ACREDITO. Ora, por que desistir? Sei que não temos o melhor time. Ainda que o fantasma das lesões não resolvesse se hospedar em General Severiano, a tarefa não seria mais simples. E daí?

O jogo de ontem foi parecido com todos os outros da sequência maldita. Logo, tudo levava a crer que o final também se repetiria. Porém...

Ah, dessa vez, o porém estava do nosso lado. Claro, algumas verdades permanecem. Lucio Flavio não pode envergar o manto que já foi de Mané. Aliás, ontem foi aniversário do "rei do futebol".

(Sim, Garrincha é melhor que Pelé. E tem gente que concorda comigo.)





Enfim, como dizia, o porém estava do nosso lado. A história de Botafogo x vitória teria um final feliz pra nós. Esse rapaz aí, de punhos cerrados e sangue nos olhos, nos relembrou quão saboroso é o gosto de vencer.







Foi sofrido? Alvinegro já nasceu pronto pra sofrer. Foi feio? Valeram três pontos, do mesmo jeito. Só sei que não ligo pra tal da lógica. Impossível? Veremos...

PRA CIMA DELES, GLORIOSO! ♫ Saudações Alvinegras!

sábado, 9 de outubro de 2010

Isso aqui tá muito careta...

Eu sei que estamos a nove pontos do atual líder. Também estou ciente de que restam apenas 10 jogos para o fim do BR-10.

Conheço a torcida do Botafogo. Tenho quase uma década de arquibancada. Vi como ela é capaz de botar fogo (trocadilho inevitável) no time. E de como sente o baque nos tempos difíceis.

Mas, cá entre nós, seja sincero com este blogueiro: acabou?

Estamos falando de futebol. O improvável anda de mãos dadas com este esporte, desde sempre. Não vou perder tempo listando exemplos; você, com certeza, há de se lembrar de alguns.

É fácil ir na onda da maioria. De tanto que vuvuzelaram nos ouvidos alvinegros, alguns que demonstravam crer no título se esfriaram.

Agora só restaram os loucos. Aqueles que não olham pra tabela de classificação. Aqueles que mantêm o "botão do DANE-SE" ligado pros "realistas". Aqueles que cantam, não pra algum jogador. Só pelo Botafogo.

"Pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião", já diz a letra da música de nome bem propício: "Só os loucos sabem". Não sei quanto a você, amigo, mas...

EU SOU UM LOUCO E NADA VAI ME ABALAR! Pra cima do palmeiras! Saudações Alvinegras!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Reflexão

Ao ver Elizeu errar aquele passe, já me preparei pra ver o gol de empate. Aliás, durante todo o segundo tempo, meu desejo era que, se fosse pra entregar, pelo menos não deixassem pros minutos finais.

Estou me lixando pra desfalques, campo ruim, arbitragem, enfim, todos os argumentos que usam pra justificar essa má fase. Em toda sua história, nada disso foi suficiente pra ofuscar a Estrela Solitária. Contra tudo e contra todos, ela sempre brilhava.


Quando olho os jogadores que vestem nosso manto Glorioso, fico a imaginar: "eles sabem que estão em um clube GIGANTE?" Passa pela mente desses homens algum sentimento de responsabilidade?

"Tem muita raça, tem muito culhão, este é um time grande" - Sebástian "El Loco" Abreu.

Só você, Abreu. Só você parece saber disso...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

El hombre, la lenda, el mito

Amigos, para llevar nuestra camisa, el principal requisito es sangre. Corazón. Puede ser que carece de calidad, no siempre es posible tenerlo.

Pero el orgullo de defender nuestros colores es esencial. Y Loco Abreu lo tiene de sobra. Aunque con pocos meses de Botafogo.

No tengo a Abreu como ídolo por ser el mejor jugador del mundo.


Este gesto lo justifica todo. Ningún atleta en el grupo actual tiene más cojones que El Loco. Ningún.

¿Vamos a ser campeones? ¿Quién sabe? Sólo sé que nuestro 13 nos honrará. Saludos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estrela da vida inteira




Um ato de celebração.

Caso me perguntassem o que é torcer para esse clube, responderia com a frase acima. Mas celebrar o quê, exatamente?

O Botafoguense celebra a vida. Comemora a chegada do trem à estação, o embarque e o desembarque. Festeja o encontro com os amigos, ou melhor, os parentes. Ali, na diversidade de classes e raças, todos são preto e branco, branco e preto.

Defesa, desarme, drible. Gol! E dá-lhe Fogo! Momento de ações de graça. A Deus, ao santo, à camisa da sorte, à própria memória, por ter lembrado de todos os rituais...

Vozes que saem da garganta. "Ninguém cala esse nosso amor". Tormentas vêm nos abalar? "Momentos ruins eu já vivi, mas nunca parei de cantar". Mesmo com esses pernas-de-pau aí? Simples: "sempre iremos te apoiar".

Somos guiados por uma estrela. Alvinegro não abaixa a cabeça porque a estrela está no céu. É pra lá que nossos olhos e sonhos se voltam.

Quando tudo parece conspirar contra, quando não há razão aparente para sorrir, logo lembramos do que nos move: o Botafogo existe! Eis o motivo maior da nossa celebração.

Glórias ao Glorioso!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Setembro negro?

Quando se fala de Botafogo, nada é fácil.

Sofrer é uma marca de nascença. Isso nos torna diferenciados. Somos capazes de chorar de alegria e rir da dor. Mas também acabou criando em alguns um "complexo de Hardy", um negativismo que é disfarçado de "realismo".

Setembro se desenhava nebuloso. Vitória contra o prudente, mas uma desavença entre Joel e Loco Abreu. Depois, empate em casa e um princípio de incêndio.

Logo apagado pelo "bombeiro" uruguaio. Duas vitórias e a distância para o líder já não é mais tão grande. Só que nada é fácil, lembram?

As contusões apareceram. E aos montes. E de jogadores importantes.

Hora de desanimar? JAMAIS! A nossa sequência é um teste de fogo. Se tecnicamente, o time está enfraquecido, há um fator que pode compensar:


A história (curta, mas real) conta que jamais perdemos com casa cheia. Por si só, já bastaria pra te motivar a largar o sofá. Mas veja: o que "sobrou" não é tão ruim assim! Jefferson, Maicosuel, Abreu...

Não importam os nomes nas camisas. O que vale é a camisa que eles vestem. Azar? Faça como eu, risque essa palavra maldita do dicionário. Será apenas uma história que teremos pra contar a nossos filhos.

Acreditem! Saudações Alvinegras!

domingo, 12 de setembro de 2010

Muito prazer, eu sou o Botafogo!

Saudações Alvinegras! Particularmente, eu gosto quando o Botafogo não está sob os holofotes da grande mídia.

Eu só queria pedir uma coisa: R-E-S-P-E-I-T-O! Não é concordar com nossa opinião regada a paixão e otimismo, é apenas lembrar que estão falando do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS.

Quando vencemos cinco partidas consecutivas, a desculpa estava na ponta da língua: "só pegaram baba". Engraçado, pois derrotamos o atlético-go lá, o mesmo que bateu líder e vice-líder na sua casa.

Mas não estou aqui pra dar atenção aos céticos. Afinal, que vitória hoje! Isso que deve ser exaltado! Nosso Glorioso, mesmo assolado por lesões, dominou o são paulo. Jason? No Encheião ele não apareceu!

Se no primeiro tempo houve chuveirinho em demasia, na volta do intervalo o time mudou. Mais bola no chão, mais jogadas em velocidade, e as chances se multiplicavam.


Até que ele de novo, Loco Abreu, botou a redonda na rede. EXPLODE, TORCIDA ALVINEGRA! O jogo ficou à feição, do jeito que Joel gosta. E num contra-ataque, Edno guardou o segundo, pra não deixar dúvidas.

É bom que seja dito: nada de soberba por aqui. Confiança é vital em todas as áreas da vida. Eu falo em título desde antes do campeonato começar.

E já posso sentir o cheiro da minha amada... Abraços!